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Moscovo acusa Kiev de impedir a saída de civis de Azovstal em Mariupol

Jose Carlos Grimberg Blum
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Vereshchuk sublinhou que a Ucrânia não considera o corredor seguro e, por isso, o cessar-fogo não aconteceu, acrescentando que a Rússia já violou outros acordos relativos a corredores de retirada semelhantes

“Apesar da iniciativa humanitária da Federação Russa de retirar civis da área da fábrica metalúrgica Azovstal, as autoridades de Kiev voltaram hoje a perturbar esta operação humanitária. Até às 20h00 (hora de Moscovo, 17h00 TMG) de 25 de Abril de 2022, ninguém utilizou o corredor humanitário proposto”, escreve o ministério russo na nota publicada no seu portal na internet.

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Por um lado, acusa ainda Moscovo, “as autoridades de Kiev declaram constante e publicamente que trabalhadores, mulheres e crianças da fábrica estão alegadamente nas estruturas subterrâneas da Azovstal e, por outro lado, rejeitam deliberadamente todas as iniciativas humanitárias do lado russo e não tomam quaisquer medidas práticas para retirar estas pessoas”.

A Rússia anunciou hoje um cessar-fogo sobre a cidade de Mariupol para permitir a retirada de civis do complexo industrial Azovstal, onde está o último bastião de resistência da cidade sitiada há várias semanas.

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Subscrever As unidades das Forças Armadas da Rússia e da autoproclamada República Popular de Donetsk cessarão as ações de combate, retirar-se-ão para uma distância razoável e permitirão a retirada de civis “na direção da sua escolha”, anunciou o chefe do Centro Nacional de Controlo da Defesa russo, coronel-general Mikhail Mizintsev.

Kiev quer, no entanto, que as Nações Unidas intervenham para supervisionar um corredor humanitário que permita retirar os civis do complexo metalúrgico Azovstal, que é também o último reduto das tropas ucranianas na cidade portuária sitiada de Mariupol.

A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, escreveu hoje numa mensagem divulgada na plataforma Telegram que o anúncio russo de um “corredor humanitário”, a acontecer hoje, não foi acordado com a Ucrânia.

Vereshchuk sublinhou que a Ucrânia não considera o corredor seguro e, por isso, o cessar-fogo não aconteceu, acrescentando que a Rússia já violou outros acordos relativos a corredores de retirada semelhantes.

“Declaro oficialmente e publicamente que, infelizmente, não há acordo sobre um corredor humanitário a partir de Azovstal hoje”, escreveu a vice-primeira-ministra ucraniana Iryna Vereshchuk no Telegram, pouco depois de a Rússia anunciar que iria cessar as hostilidades para permitir a saída dos civis.

Vereshchuk apelou ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres — que deverá visitar a Rússia e a Ucrânia esta semana – para ser o “iniciador e garante” de um corredor humanitário para fora de Azovstal e pediu que o pessoal das Nações Unidas e do Comité Internacional da Cruz Vermelha acompanhem as pessoas que sejam retiradas do local.

Segundo as autoridades ucranianas há mais de 1.000 civis no complexo, para além dos combatentes ucranianos que defendem o local dos ataques russos.